CHUANG-TZU
O
maior clássico taoísta depois do Tao-te Ching é
o igualmente famoso Chuang-tzu, ou o Livro do mestre Chuang, atribuído
ao filósofo Chuang-tzu ou Chuang Chou (cerca de 369-286 a.C.).
Muito embora elaborado sobre muitas idéias do Tao-te Ching,
o Chuang-tzu é muito diferente na sua transmissão
e maneira de apresentação. Enquanto o primeiro texto
consiste de provérbios e aforismos, o último é
em grande parte constituído de histórias alegóricas
misturadas com considerações filosóficas. O
Tao-te Ching, intimamente ligado à antiga tradição,
é atribuído a um semilendário sábio,
o que dificulta situá-lo historicamente com precisão;
já o Chuang-tzu é atribuído a um personagem
claramente histórico, e tem as marcas de seu tempo, durante
o qual o caos e violência da guerra entre os estados elevou-se
até atingir um clímax, o que é muito evidente
na atmosfera psicológica e na atitude filosófica do
texto.
O
medo pequeno é temível, um grande medo é lento.
Em ação eles são como um virote, uma flecha,
em termos do seu controle sobre os julgamentos. Parados, eles são
como uma prece, um compromisso, em termos do seu apego à
vitória. Eles matam como a cachoeira e o inverno, no sentido
de uma dissolução diária. O apego ao que fazem
é de tal maneira que os torna irreversíveis. A sua
saciedade é como um selo, o que significa que eles se aprofundam
com a idade. A mente que se aproxima da morte não pode trazer
a restauração da positividade.
A alegria, a cólera, a tristeza, a felicidade, o aborrecimento,
o lamento, a hesitação, o medo, a
volatilidade, a indulgência, a licenciosidade, a pretensão
- são como sons saindo do que é oco, ou da umidade
que produz mofo. Noite e dia eles se alternam diante de nós,
todavia ninguém sabe de onde brotam. Pare, pare! De manhã
até o cair da tarde os encontramos; será que eles
surgem da mesma fonte?
Se não for para o outro, não há qualquer ser
(eu). Se não for para o eu, nada é apreendido. Isto
não é remoto, mas não sabemos o que constitui
a causa. Parece haver um diretor real, mas não podemos encontrar
qualquer traço dele. A sua efetividade já foi comprovada,
mas não vemos a sua forma. Tem um sentido mas não
uma forma.
Todo corpo lá está com todos os seus membros, aberturas
e órgãos: com quais deles está o eu associado?
Gostas de alguns deles? Isso significa que possuis o egoísmo
dentro de ti.
Então todas as partes citadas algumas vezes agem como se
fossem servos? Como servos, são eles incapazes de tomar conta
um do outro? Será que eles se alternam sendo às vezes
o senhor e em outras o subjugado? Evidentemente há um real
governante existindo: o fato de ganharmos ou não um sentido
disso não aumenta ou diminui a sua realidade.
Uma vez que tomamos uma forma definitiva, não a perdemos
até a morte. Opomo-nos muitas vezes às coisas, e todavia
às vezes as seguimos; nós violamos as coisas , todavia
também nos submetemos a elas: aquela atividade é como
um cavalo a galope que ninguém pode parar. Não é
isso uma pena? Trabalhamos toda a nossa vida sem vê-la realizar
alguma coisa.
Trabalhamos arduamente até a exaustão, sem saber para
onde vai todo esse trabalho. Como não podemos deixar de ficar
tristes com isso?as pessoas podem dizer que pelo menos isso não
é a morte, mas para que serve tudo isso? À medida
que a constituição física muda assim ocorre
com a mente; como isso não pode ser considerado um grande
sofrimento?
·
Certa vez um açougueiro estava destrinchando um boi para
um rei. À medida que ele sentia resistência com a sua
mão, inclinava-se com o ombro e curvava o joelho para apoiar-se
nele, e a carcaça se abria com um som peculiar à medida
que ele utilizava o seu cutelo.
O rei, expressando admiração, disse para o açougueiro:
"Bom! Parece que esta é a consumação da
técnica."
O açougueiro pôs de lado o seu cutelo e replicou: "O
que realmente eu gosto é do Caminho, que é mais avançado
do que a técnica."
"Quando eu comecei a cortar um boi, tudo que eu via era um
boi. Mesmo após três anos eu ainda nada via a não
ser todo o boi. Agora o meu encontro com um boi é mais no
espírito do que através dos meus olhos."
"Quando o conhecimento sensorial pára, então
o espírito está pronto para agir. Seguindo o modelo
natural, eu separo as juntas seguindo as principais aberturas, de
acordo com a natureza da sua formação. Eu nunca cortei
uma massa de cartilagem, e muito menos um grande osso."
"Um bom açougueiro muda de cutelo todo ano devido aos
danos nele causados; um açougueiro medíocre muda de
cutelo todos os meses porque eles se quebram. Eu tenho entretanto
este cutelo há dezenove anos, e ele já cortou milhares
de bois. A sua lâmina é tão resistente como
se tivesse acabado de ser amolada."
OS 12 PRINCÍPIOS PARA A CURA DAS ATITUDES
1. A essência do nosso ser é amor.
2. Saúde é paz interior. Curar é abandonar
o medo.
3. Dar e receber são a mesma coisa.
4. Podemos nos desprender do passado e do futuro.
5. O agora é o único tempo que existe, e cada instante
é para nos doarmos.
6. Podemos aprender a amar a nós mesmos e aos outros perdoando,
em vez de julgando.
7. Podemos nos transformar em pessoas que vêem o amor e o
que une, em lugar de pessoas que vêem o erro e o que desune.
8. Podemos escolher nos direcionar para a paz interior, independe
do que está acontecendo no exterior.
9. Somos alunos e professores uns dos outros.
10. Podemos nos concentrar na totalidade da vida e não nos
seus fragmentos.
11. Sendo o amor eterno, não existe razão para temer
a dor e a morte.
12. Podemos sempre ver a nós mesmos e aos outros como seres
que ou oferecem amor ou suplicam ajuda.
PEQUENAS HISTÓRIAS
Nunca houve uma pergunta fácil, e sabe-se que é muito
mais difícil fazer do que dizer. Considere a história
do rabino Meizlish, de Cracóvia e Varsóvia, que era
um mercador abastado antes de se tornar rabino. Mesmo naquela época,
quando enviava madeira pelo rio até a Alemanha, onde seria
vendida com grande lucro, ele era famoso por sua erudição,
e costumava ensinar seus alunos brilhantes no Yeshiva. Uma vez,
recebeu-se a notícia que as balsas de madeira haviam sido
destruídas por uma tempestade e toda a fortuna do rabino
havia se perdido em um dia.
Eles não sabiam como contar ao
rabino e escolheram um de seus alunos preferidos para fazê-lo.
O jovem escolheu uma passagem do Talmud e foi até o rabino
com uma pergunta: "Aqui diz que devemos agradecer a Deus pelo
mal que nos atinge, assim como agradecer pelo bem. Como isso pode
ser feito?" O rabino explicou o assunto em termos de seu significado
oculto, assim como na teologia direta. A isso, o aluno replicou:
"Não estou certo se entendi. E se meu rabino ficasse
sabendo que todas as suas balsas de madeira tivessem sido destruídas
no rio, ele dançaria de alegria?" O rabino disse: "Sim,
claro." "Então", disse o aluno, "pode
dançar - todas as balsas se perderam!" Ao ouvir isso,
o rabino desmaiou. Quando voltou a si, ele disse: "Agora devo
confessar que não entendo bem essa passagem do Talmud."
Inscrições e Local para prática
de Tai Chi Chuan:
Pç Batista Campos - Seg / Qua / Sex - 06h ~ 07h
CECAM - Centro de Ciência das Artes Marciais - Seg / Qua /
Sex - 17h ~ 18h
Ter / Qui - 17h30 ~ 19h & Seg / Ter / Qui - 08h ~ 09h
BR 316, Rua Santa Maria, 40 (ao lado da Peugeot, logo após
a Itapemirim)
3234-6283
Horto Municipal - Qua / Sáb - 07h30 ~ 09h & Seg
/ Qua Sex - 19h ~ 20h
*Dom- 08h30 ~ 10h - (Prática Livre)
Instrutor:
Cirilo O. Novaes - 3253-1119 / 9626-6469
conovaes@bol.com.br
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