Como sobreviver a 2007
Em tempos tipicamente darwinianos, apenas os mais aptos e os mais ágeis sobreviverão. Não precisa ser vidente para prever que em 2007 as turbulências continuarão - mesmo para aqueles que não estão no setor da aviação. Para sobreviver, as empresas precisarão manter um senso de direção. Mesmo que para isso tenham que mudar a rota, fazer um pouso forçado ou arremeter de vez em quando.
Alguns cuidados precisam ser tomados para não chocar-se em pleno vôo:
Atrasos podem ser fatais - basta ver pela crise da aviação, o estrago que os sucessivos atrasos podem fazer com uma companhia. Seja qual for seu tipo de empresa e o problema que vem enfrentando, o cliente precisa se sentir respeitado. Prazos precisam ser cumpridos a qualquer custo. Atrasos em demasia podem provocar a quebra da empresa. Jack Welch, o antigo presidente da GE ressalta: "Gastei muito tempo viajando ao redor do mundo para encontrar meus gerentes. Não fui dizer a eles o que deviam fazer. Isso eles já sabiam muito bem - se não fosse assim não seriam gerentes. Minha tarefa era garantir que fizessem o que tinha de ser feito na hora".
O vôo certo na hora certa - de nada adianta pegar o vôo na hora certa, se ele lhe levar para o lugar errado; assim como de nada vale estar no vôo certo, chegando na hora errada. Ambos lhe levam a lugar algum ou pior, lhe deixam no lugar errado. O "timing" é a alma do negócio. Se sua empresa é capaz de criar um bom produto, mas não tem condições de colocá-lo no mercado, no momento certo, perderá grandes oportunidades de negócio. Vale ressaltar, que nem sempre o primeiro produto a ser lançado é o que terá melhor aceitação. É preciso que o mercado esteja receptivo e pronto para recebê-lo, caso contrário, o investimento pode em vão. Neste caso, a concorrência facilmente perceberá a falha e se valerá de sua experiência frustrada. Aprenderá com seu erro, aprimorará seu produto e o relançará na hora certa. Ponto para ela. Não é à toa que se diz: "Uma boa idéia na hora errada ainda é uma má idéia".
Corrija a rota rapidamente - é verdade que errar é humano, mas há erros que provocam a colisão e a queda do avião. Portanto, esteja atento. Ao menor sinal de falha, corrija a rota rapidamente e aprenda, sem precisar desistir pelo meio do caminho. Um aparente fracasso é apenas uma maneira de aprender como não se deve fazer. A correção e o aprendizado rápido, são características comuns nas empresas bem sucedidas.
O sucesso pode representar risco de acidente - nada mais perigoso do que o sucesso para fazer uma empresa acomodar-se, deitar-se em berço esplêndido e estagnar. A autoconfiança é algo salutar e necessária, desde que não leve à cegueira do: "Sou o dono da verdade" e de que não há mais nada com que se preocupar. O pintor e escultor, Pablo Picasso, disse: "O sucesso é perigoso. A pessoa começa a copiar a si mesma. E isso é mais perigoso do que copiar os outros. Leva à esterilidade".
Atenção à torre de controle - algumas atividades podem parecer chatas mas são absolutamente necessárias em determinadas situações. Como decolar ou aterrissar sem ouvir a torre de comando? Como sua empresa poderá mudar a rota, em pleno vôo, sem buscar orientação nas planilhas de controle? Não há como comandar sem os indicadores de desempenho, sem as metas bem definidas e o acompanhamento de relatórios gerenciais precisos. Como diz Vicente Falconi, o pai da qualidade no Brasil: "Não existe gerenciamento sem metas". Sem controle, o "avião" se desgoverna, ou seja, não há como governá-lo. Para isso, dê condições, a sua equipe, de realizar um bom trabalho. Só assim ela fornecerá informações precisas e seguras.
Os bons comissários precisam querer sua "companhia" - empresas bem sucedida atraem os melhores talentos. Hoje, um bom pacote de remuneração não é mais o suficiente para reter os melhores profissionais na organização. Para ser "a escolhida", a empresa precisará oferecer, aos seus empregados, oportunidades de crescimento interno. Terá que mostrar a importância que dá à comunidade. Precisará ser uma empresa socialmente correta, com comportamento ético e responsável. Para Stéphane Garelli, consultora empresarial, as companhias precisarão, cada vez mais, se posicionar como organizações confiáveis.
Para completar, um 2007 com vôos certeiros em direção aos seus sonhos e aterrissagens seguras, na hora certa. FELIZ ANO NOVO!
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