WebÁlbum
TALENTS
 
 
 
 

Final de férias!

Se você é um dos muitos que aproveitou o final de ano para tirar uns dias de descanso, mas ao retornar ao batente parece se sentir ainda mais cansado, irritado ou apático, não estranhe, sua reação é mais comum do que imagina. A apatia, mau humor, melancolia e lentidão nos primeiros dias de trabalho, caracterizam um processo normal de readaptação do organismo após algumas semanas de folga. Esses são sintomas da abulia, ou seja, a incapacidade relativa ou temporária de tomar decisões. O termo provém do latim, na combinação do prefixo 'a-', significando falta, com a palavra grega "boulê", que significa "vontade". Se você está sofrendo desse mal, calma, é uma sensação passageira, costuma durar poucos dias, o tempo suficiente para seu organismo se readaptar. Para atentuar essa sensação, o psicólogo e professor da Universidade de Valência/Espanha, José Martinez sugere:
Evite ligar para o trabalho, ler seus e-mail profissionais antes de retornar. Você precisa "desligar" para recarregar suas baterias. Além do mais, se ficar ligando vai parecer ansioso e inseguro.
Próximo ao seu retorno, volte gradativamente a sua rotina, dormindo e acordando mais cedo, preferencialmente no horário que costuma ir para o trabalho.
No primeiro dia procure chegar cedo, para evitar atropelos e estresses desnecessários.
Evite marcar reuniões e compromissos muito importantes para a primeira semana.
Cuide da alimentação, ela interfere na apatia e sonolência.
Continue suas atividades físicas e de lazer. Nada de preguiça, nem descuidos com a saúde.
A melhor maneira de evitar a depressão pós-férias é delegar tarefas antes de se ausentar. Mas se mesmo assim, ao retornar, encontrou uma pilha de coisas para fazer, não adianta se desesperar, mantenha a calma, priorize as tarefas. Comece pelo que é mais importante. Inicie a leitura dos e-mails pelos mais recentes.
No mais, bom retorno e sucesso!

A palavra é... "Walk the talk"

Muitas são as expressões em inglês usadas pelos executivos para caracterizar o comportamento empresarial. A palavra do momento é "Walk the talk", que significa ter um discurso igual à prática, ou seja, aqui se fala; aqui se faz. Um valor cada vez mais exigido pelas empresas que estão à caça de talentos com a intenção não apenas de atraí-los, mas de retê-los e desenvolvê-los.
Ludibriar bons profissionais e atraí-los com promessas jamais cumpridas, tornou-se uma prática cada vez mais contraproducente. No início, o resultado parece ser atingido, mas com o tempo os talentos atraídos sentem-se enganados e perdem a confiança na empresa que os contratou. Daí, o prejuízo com a perda e reposição do profissional passa a ser maior. Assim, se sua empresa não pratica o "Walk the talk" fica difícil reter talentos. Nesse caso, ou você muda de atitude ou terá que se conformar com a mediocridade.
A prática tem que estar coerente com o discurso. Um bom profissional precisa ser reconhecido e valorizado, porém de nada adianta promover o empregado que passa por cima de todo mundo para alcançar os resultados, se o que a empresa prega, é o espírito de equipe. A pesquisadora e professora da Fundação Dom Cabral, Betânia Tanure, afirma que a distância entre o discurso e a prática, no Brasil, ainda é grande. Para fazer essa afirmação Betânia baseou-se em quatro anos de pesquisa, com 384 empresas brasileiras, apresentada em seu livro GESTAO DE PESSOAS NO BRASIL - As Virtudes e Pecados Capitais. Ela sentencia: "Publicamente, as organizações até reconhecem que os funcionários são seu patrimônio. No dia-a-dia, porém, eles são reduzidos às despesas com a folha de pagamento". Pelo visto, ainda há um longo caminho a percorrer em direção ao "Walk the talk". O negócio é caminhar...

"Qual o sentido de ter uma boa estratégia com profissionais fracos? Contrate os melhores e eles lhe trarão o resultado" Jack Welch, ex-CEO da GE.

NAS LIVRARIAS
GESTAO DE PESSOAS NO BRASIL - As Virtudes e Pecados Capitais de Betânia Tanure, Vladimir Pucik, e Paul Evans. Editora Campus.

 

 

 

Ler outras edições

topo