Dúvidas dos leitores, na sala de bate papo...
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CASO 1
A PROCURA DE CULPADOS
Recentemente perdemos um grande contrato, com um cliente antigo, por conta de um relatório com informações erradas. Isso vem sendo cada vez mais freqüente na empresa. Na última vez, gerou uma enorme discussão na frente do cliente. A comunicação está péssima por aqui. Ninguém se entende. Na minha opinião, os gerentes estão perdidos. Para eles a culpa de tudo isso é nossa; para nós, é deles. O que você acha?
Arranjar culpados não ajuda em nada. A primeira preocupação tem que ser na solução do problema, o mais rápido possível. Para isso, é preciso identificar e trabalhar para eliminar as principais causas. Solucionado o caso? Cliente satisfeito? Ai sim, tomar todas as providências para que o erro não se repita mais. Vale à pena repetir: o mais importante é encontrar a solução, não os culpados. Outra coisa fundamental é preservar sempre a boa imagem da empresa. Já dizia o velho ditado: “roupa suja se lava em casa”. Independente da gravidade do erro, o cliente não precisa e nem deve participar das discussões, nem das divergências internas.
CASO 2
ESTAGIÁRIO É O PROFISSIONAL DO FUTURO
As pessoas dizem que o estagiário, hoje em dia, é mais valorizado. Gostaria de saber aonde isso acontece, porque tanto eu, como meus colegas, não tivemos a “sorte” de trabalhar em empresas que valorizem o aprendiz. No local que trabalho, além de fazer o serviço burocrático, sou eu quem tira as fotocópias para o meu setor; às vezes varro a sala e ainda retiro o lixo dos cestos. Não vejo nenhum problema em fazer essas atividades de vez em quando, mas porque só eu ou só isso? Acho um absurdo, afinal estou lá para aprender sobre minha profissão e colocar em prática o que estudo na faculdade. Estou errado em pensar assim?
Você se mostra compreensivo quando reconhece que é normal, eventualmente, precisar varrer a sala, servir um café ao cliente ou tirar o lixo do cesto. Qualquer um pode fazer isso, quando necessário, até como colaboração uns com os outros. O problema é quando isso passa a ser rotina e atribuição única do estagiário. Nesse caso, a empresa distorce o seu papel, que é contribuir com a formação do jovem profissional, propiciando o aprendizado prático dele. Da mesma forma, o estagiário perde o sentido do aprendizado e a oportunidade de pôr em prática a teoria. Daí deixa de ser estágio, para ser exploração de mão-de-obra barata. Isso não só é abuso, como antiético no novo modelo de gestão. É verdade que as empresas não são obrigadas a pagar bolsas de estágio - para isso existem os não remunerados -, mas têm a obrigação moral de cumprir seu papel de educadora. Essa é uma forma inteligente de agir. Desenvolver bons estagiários leva à formação de bons profissionais e futuros gerentes com a cara da sua empresa. Saiba aproveitar essa oportunidade!
CASO 3
SEU FUNCIONÁRIO É CUSTO OU LUCRO?
Logo que entrei para ser entrevistado em uma empresa, para uma vaga de gerente, encontrei um quadro que dizia assim: “Acreditamos em nosso pessoal. Eles são o nosso patrimônio”. No início me empolguei e pensei: puxa, finalmente, serei valorizado. Não precisei esperar muito para perceber que aquilo não passava de um velho quadro, empoeirado, na parede. O que eles pregavam, esqueciam de praticar. Na verdade, os seus funcionários não passavam de custos para a empresa. É claro que escolhi não ficar. Será que fiz mal?
Sua atitude foi coerente com seus valores e crenças. "Nossos funcionários são nosso maior patrimônio" é um discurso padrão das empresas, mas no fundo não acreditam nele. A prática tem mostrado que a maioria dos “chefes” ainda olha seu pessoal como custo - é bem verdade que alguns o são. No lugar de pessoas, é comum enxergar os cifrões dos salários, encargos e benefícios. Em parte, isso acontece pelos relatórios e orçamentos que os líderes são obrigados a manusear pelo menos duas vezes ao ano. Neles, as pessoas são comparadas aos materiais, equipamentos. Se duvidar, são os primeiros “gastos” a serem cortados. Na verdade, poucas empresas visualizam seus empregados como lucros, mas isso está mudando. Aos poucos, mesmo sem querer, elas estão se rendendo aos fatos: sem as pessoas, o resultado não vem; o lucro não aparece. Com a “guerra” de mercado, não basta ter soldados obedientes e disciplinados, é vital ter um batalhão pronto para o embate, a qualquer momento. Isso só acontece com muito investimento em pessoas.
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