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Paredão nas empresas

Chega ao fim mais um big brother. Olhos e ouvidos menos curiosos agradecem.
Mesmo com tantas críticas, há aqueles que não saem da frente da televisão a cada paredão. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu falar do Alemão - provável/certo vencedor do BBB7.

É inegável que a eliminação dos participantes, leva muita gente a ficar com os olhos vidrados na televisão. Talvez pela identificação com sua própria vida, a cada prova do líder, a cada paredão e conflito nas relações, muitos se vêem ali, diante das câmeras. O horário nobre da vida costuma não ter tanto glamour, mas provavelmente é formado de momentos bons e ruins. A similaridade do programa com o dia-a-dia das organizações, também faz todo sentido. Querem ver? Então acompanhem.

Big boss
O Big Boss é quem determina as tarefas da semana, seja no BBB ou nas organizações. A diferença é que no reality show quem manda é você; na empresa é o "chefe".

Câmeras

Ser vigiado 24h por dezenas de câmeras não é nada fácil. Esse não é um privilégio dos BBs. Empregados também são "seguidos" por todos os cantos, ainda que virtualmente. Em muitas organizações a regra é: desconfiar para depois confiar. Não deveria ser o contrário? Confiança gera confiança. "Câmeras escondidas" não impedem os desvios, em alguns casos, a ação de fiscalizar, de forma acintosa, estimula a desconfiança do outro lado também. Isso é crítico tanto para as relações, quanto para os resultados.

Raio X
Na casa, os participantes escolhem um sentimento que define melhor o seu humor no dia: feliz, apaixonado, confiante, tranqüilo, triste, desiludido, com medo ou irritado. Os internautas também podem colocar sua percepção de como está cada participante naquele dia.
Esse é um comportamento que deveria ser estimulado nas empresas, ou seja, manter um canal aberto de comunicação com seus empregados. A expressão dos sentimentos ajuda não só na solução dos problemas, como aproxima as pessoas, aumentando a relação de confiança entre elas. Além do que, a troca de feedback – dizer ao outro o que pensa e ouvir dele sua opinião - é um belo exercício de maturidade para o grupo.

Prova da comida
Para garantir uma mesa farta, os jogadores têm que suar a camisa para conquistar as estalecas - moeda da casa. A partir daí o grupo vai às compras no jardim da mansão.
Tudo a ver com as negociações no mercado financeiro. A moeda "real", assim como as estalecas, passa pelas especulações e reajustes sem nenhum tipo de aviso prévio, obrigando os empresários a repensar a estratégia para equilibrar as despesas e potencializar as receitas.

Prova do anjo

Anjo que é anjo é sempre perdoado. Costuma livrar a cara até mesmo de quem o está ameaçando. Por outro lado há também o invejoso que não sabe ver o "bonzinho" ser beneficiado. Veta sua escolha, para que ele não seja imunizado ou "protegido" pelo líder. Anjos e demônios estão presentes nas organizações. Em geral não agregam valor às empresas. Estão à margem, nos extremos. Melhor seria o equilíbrio: atitudes mais centradas e menos parciais.

Prova do líder
Homens e mulheres disputam cada vez mais a liderança da empresa. Às vezes as "provas" a que são submetidos parecem nem ter muita lógica, especialmente no caso feminino. O fato é que, a guerra dos sexos vem sendo estimulada. Há aqueles que apostam na força masculina, outros na sensibilidade feminina. Na verdade, as diferenças e habilidades de ambos são absolutamente necessárias à liderança. Portanto, é hora de somar, não de dividir.

Paredão
Para sobreviver à maratona de quase três meses de isolamento, os jogadores do BBB dependem do resultado das provas, do relacionamento com seus adversários e, principalmente, da aprovação do público, que decide quem sai e quem continua no jogo. Nas proximidades do paredão, a tensão e conflito se instalam na casa.

Essa é uma situação muito comum nas companhias. A disputa por um lugar na empresa pode ser tão ou mais acirrada que no BBB, especialmente quando se sabe que haverá corte nas despesas com pessoal. Nesse caso, colegas costumam "emparedar" uns aos outros, até que o big boss tome a decisão final e escolha quem será demitido. Até lá o clima costuma ser tenso. Às vezes o conflito transforma-se num jogo obscuro e antiético.

Como podem ver esse é o reality show das organizações, com paredões, premiações, conflitos, erros e acertos. As regras são claras, para ganhar R$ 1 milhão, tem que saber jogar. Mas cuidado, jogue de forma ética, para que o paredão não seja o destino final de sua empresa. Boa sorte!

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