"Aonde a vaca vai, o boi vai atrás..."
Dito popular usado quando se quer dizer um monte de coisas, inclusive que a "Maria vai com as outras...". Serve para descrever o namorado ou marido "canoa" - comandado e guiado por ela. Serve pra mostrar a forma de um líder guiar sua equipe. Serve até para a vaca e para o boi. Dizem que essa é uma expressão verdadeira, ou seja, no pasto, aonde a vaca vai, o boi vai atrás, literalmente. Bom, pelo menos no pasto, né?
Independente da força da fêmea ou do macho, esse, de fato, é o papel do líder: fazer com que seu rebanho o siga. Para isso ele se vale de uma série de recursos. Há aqueles que usam o ferrão para empurrar o gado; outros que abrem a porteira deixando-os correrem solto, outros que costumam ouvir seu rebanho antes de tomar decisões estratégicas; outros ainda que fazem de tudo um pouco, dependendo da situação. Essa, sem dúvida, é a melhor gestão de todas. Até porque, para influenciar, é preciso analisar o contexto e conhecer bem as pessoas que o cercam. Se não, como extrair o melhor da equipe sem conhecer o melhor de cada um? Complicado. Num time, não há como ignorar as diferenças, pelo contrário, há que saber explorá-las e tirar proveito de suas divergências.
Como extrair leite de uma vaca que foi preparada para o corte? Esquálida, as tetas murcham. Por que abater uma vaga leiteira, se o melhor dela está no leite. Pior ainda, há aqueles que querem tirar leite de boi. Ai "o boi não dança..." Logicamente, o resultado não vem. Uma regra de convívio é básica: não se pode dar aquilo que não se tem. Se o líder não conhecer bem sua equipe, jamais saberá harmonizar as diferenças. Pelo contrário, assustado, tentará transformar os diferentes, em iguais. Atitude cômoda, mais simples de fazer, porém perniciosa e pouco eficaz. Eliminar as divergências mata qualquer possibilidade de criar, inovar ou até mesmo de encontrar as melhores alternativas para a solução dos problemas. É justamente na riqueza das discussões, que surgem as melhores opções.
Escolher a alternativa mais adequada costuma ser uma tarefa árdua para o líder. Fazer a escolha errada ainda é assustador. Normal! O momento é delicado. Uma decisão errada pode provocar a falência múltipla dos órgãos de uma empresa. Por isso, é preciso se cercar de cuidados. Porém, não tomar nenhuma decisão, - o que já é uma decisão -, pode ser pior ainda. A melhor escolha, se feita na hora errada, fatalmente se tornará a pior delas. Carne crua causa danos à saúde. Tostada, ninguém engole. Moral da história, até para decidir pelo abate do boi, ou retirada da empresa do mercado, é necessário fazê-lo no momento certo.
O fato é que, "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", então, "sem medo de ser feliz", prepare-se, ouse, erre e acerte, mas acima de tudo aprenda com seus erros, até para fazer melhor da próxima vez. Nada de culpas, lembra?
Sem levar tudo a ferro e fogo - guardada as devidas proporções -, vida de gado tem tudo a ver com a de gente. Já dizia Zé Ramalho: "ê, vida de gado... Povo marcado... Povo feliz!!!" Sendo assim, liberte-se das amarras, não se deixe encurralar, curta a vida e seja muito feliz!!!!
Bom domingo para todos nós!!!
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