"Mãe, aos olhos do poeta..."
Mãe... Precisa dizer mais alguma coisa? Palavra simples, pequena, mas de um significado imenso, singular. O sentido é tão intenso, que nem mesmo o melhor dos dicionários consegue alcançar. Ao pé da letra quer dizer: "mulher, ou qualquer fêmea, que deu à luz a um ou mais filhos". Uma definição restrita sob o olhar ilibado do filho.
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Sem dúvida, é a maternidade que a define como mãe, mas é a luta, a força, a coragem, a ternura, a firmeza e a fragilidade, que fazem dela a mulher pura, intocável, divina.
Para descrevê-la, nada melhor que a poesia... Com vocês o poeta, também filho, Ronaldo Franco:
Mãe
Maio implica em te ver presente "aqui do lado mais perto do que pensamos"... Na cadeira de embalo tricotando o cotidiano.
Maio é um mês repleto de certezas nunca de possibilidades.
O teu sorriso sinaliza o futuro.
O teu olhar, uma procura apaixonada da alegria dos filhos, dos netos, dos bisnetos.
Burocratiza os caminhos: a vida deve ter hora pra tudo!
Os nossos descaminhos são riscados nos mapas guardados nas gavetas da memória. Suponho um exercício de pedagogia sem ser pedagoga.
Ensina a vida sem didatismos, onde se constrói múltiplos conceitos em gestações de acontecimentos.
Tirana (?): é uma tirania da boa vontade.
Obriga-se a pensar em todos.
Subversiva: arrasta todos nós à luta pela felicidade.
Mãe é uma declaração dos direitos do homem, do direito à criatividade, do direito de sonhar.
Subverte a tolice, essa fraqueza que a poesia deve expulsar.
Debilita em uma só frase, - a tristeza.
Mãe é um poema sem fim.
A bússola de nossos bons destinos.
Mãe,
sejamos todas muito felizes!!!!!
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