Dúvidas dos leitores, na sala de bate papo...
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Caso 1
Desorganizado, não incompetente.
Sempre me considerei uma pessoa desorganizada, mas nunca deixei de fazer meu trabalho de forma competente. Mas, de uns tempos pra cá, sinto que minha bagunça está me atrapalhando, especialmente, no cumprimento dos prazos, hoje, cada vez mais curtos. Às vezes, me perco no excesso de tarefas. Quando vejo, o dia acabou e fiz pouco mais da metade do que tinha para fazer. Esqueço de tudo fazendo o que gosto e deixo de fazer as coisas mais importantes. Como melhorar minha rotina?
• Você tocou num ponto importante: fazer aquilo que gosta em prol do que deve ser feito. Muitas pessoas se perdem em tarefas prazerosas e deixam de fazer aquilo que realmente precisa ser feito, mas que não são tão atraentes. É o indigesto necessário. Nesse caso, o melhor é aprender a gostar do que faz, porque na maioria das vezes não dá pra fazer apenas o que gosta.
Outro ponto importante é estabelecer prioridades, seja na vida pessoal como na profissional. Então, siga os quadrantes da matriz do tempo (quadro abaixo), criado por Stephen Covey, autor do best seller: "Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes". Nela você relaciona as tarefas importantes, mas não urgentes - essas devem ser prioritárias, até para que não se tornem emergenciais. Nesta fase, o planejamento será seu principal aliado.
Em seguida, relacione suas atividades importantes e urgentes. Nesse quadrante (II) você "apagará incêndio". Aqui o estresse é alto. Sua ação é corretiva, não preventiva, como no campo anterior (I). No quadrante III, as ações são urgentes, mas não importantes. Aí será relacionado o trivial, ou seja, tarefas que precisam ser feitas depois das importantes e urgentes. Por fim, vem o quadrante IV, onde você relacionará tudo que não é nem importante, nem urgente, ou seja, devem ser descartadas, pois é puro desperdício de tempo. É aqui que muitas pessoas se perdem - inclusive você - fazendo as tarefas prazerosas, mas que não têm a menor importância, por isso não podem ser priorizadas.
Por fim, estabeleça cores para cada quadrante, assim você visualizará com mais facilidade aquilo que precisa ser feito e com que prioridade. Daí é só cumprir o que planejou. Esse é um exercício que exige disciplina e força de vontade. Portanto, comece a praticá-lo e nada de desânimo se tropeçar nos primeiros passos. Faz parte do novo aprendizado.
Caso 2
Nem só de craques vive um time
Recentemente assumi um cargo de executiva e confesso que tem sido difícil minha relação com o time. Não acredito em uma boa equipe sem um bom líder, da mesma forma que não acredito num bom líder sem uma boa equipe. Acho que ambos precisam ser craques e saber fazer gol na hora certa. Tenho enfrentado muitos dissabores com pessoas inexperientes, pouco envolvidas e despreparadas. Mal comecei e às vezes penso em desistir. O que faço?
• Um time para ter um bom resultado precisa de atacantes, defesas, meio-de-campo. Precisa de um bom técnico, um bom goleiro, assim como pessoas que, nos bastidores, fazem com que o time entre em campo e ganhe. Cada um cumprindo seu papel diferenciado, mas que juntos, com um único objetivo, formam uma equipe. Porém, não é só de craques que vive um time. Para ter bons resultados, tem que prevalecer o espírito de aprendiz, independente da experiência. É preciso reconhecer que há sempre algo a aprimorar e que, por melhor que seja, não se sabe tudo. Portanto a inexperiência não pode ser crucificada. O despreparo pode ser apenas uma falta de competência provisória. Nada que um bom técnico não resolva. O talento do líder está justamente em saber escolher a pessoa certa, para o lugar certo, na hora certa. Da mesma forma, é preciso prepará-la, quando necessário. Muito cuidado então, para não carregar o rei na barriga e julgar que é a dona da verdade. Esse é um erro comum entre os executivos. Assumir um cargo desses não é fácil, mas gera muito aprendizado. Nele há o ônus e o bônus. Portanto, coragem!!! O melhor está por vir (ou não). Boa sorte!
Matriz do Tempo
por Stephen Covey

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