"Dúvidas dos leitores, na sala de bate papo..."
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Caso 1
Bem vinda à pressão!
Trabalho a 10 anos numa empresa. Gosto do que faço e sempre tive um bom relacionamento com meus colegas de trabalho. Mas, nesses últimos dois anos, a empresa cresceu muito, o ritmo mudou e as pessoas também. Não estou mais agüentando a pressão. Estou pensando seriamente em pedir demissão.
Bem vindo ao mundo atual! Pressão não é um privilégio de sua empresa. Está presente em quase todas. A má notícia é que no cenário atual, ela só tende a aumentar. Onde você for, ela lhe acompanhará, ou seja, não há como escapar dela. A boa, é que há como aprender a conviver com ela. Nesse caso, a palavra da vez chama-se resiliência. O que quer dizer: saber resistir ao choque, mantendo a forma original. Uma pessoa resiliente, consegue passar por situações de extrema pressão, sem perder a lucidez ou a capacidade de raciocínio. Num sentido figurado, atuam como elástico: quando "esticados" ao máximo - situações de extrema pressão -, não rompem, agüentam firme; quando soltos, retornam a sua forma original sem sofrer deformações. Pode ser que este não seja seu perfil atual, mas é plenamente possível desenvolvê-lo. Portanto, se esse é um trabalho que gosta e se sente bem, agüente firme. Até porque, quem disse que mudando de emprego, conseguirá se livrar do fantasma da pressão? As possibilidades são mínimas. Então, melhor seria encarar a situação com outros olhos e desenvolver sua resiliência. Quem sabe você não se sente aliviado ao perceber que a pressão já não lhe incomoda tanto, pelo contrário, tornou-se até sua nova aliada? Pense nisso.
Caso 2
Pensamento lateral
Sou publicitária, recém formada. Sempre me considerei uma pessoa criativa - até por isso escolhi esse curso, mas, desde que me formei, tenho tido muita dificuldade de bolar peças criativas. Sinto que não estou seguindo o caminho esperado por mim e pela agência. Não consigo entender o que está acontecendo comigo. Será estresse?Medo?Ou não tenho talento para isso?
Muito cuidado com os pensamentos limitadores. Não permita que eles estraguem seus sonhos. Pare, ouça-os e lhes dê um novo significado. Muitas coisas podem estar contribuindo para a fase atual que você vive. Entre elas, a insegurança natural de quem acaba de concluir o curso. Mantenha a calma. Não tenha tanta pressa, nem se cobre tanto. O curso pode ter lhe dado a base, mas é o dia-a-dia que vai lhe trazer a experiência. Além disso, observe como vem sendo sua linha de raciocínio. A maioria das pessoas foi educada a pensar de forma lógica, linear. De maneira analítica e seqüencial. Só é possível construir algo, se for com um tijolo em cima do outro. Qualquer coisa diferente disso é descartada. Edward de Bono, especialista em criatividade, tem outra forma de ver, diz que para criar, é necessário desenvolver o pensamento lateral. Ou seja, você não tem que seguir um caminho lógico, passo-a-passo; você pode dar pulos; descobrir caminhos alternativos que, aparentemente, não levam a lugar algum.
Talvez o que esteja faltando para você é abrir caminhos colaterais. No mais, prepare-se, estude sempre, pesquise, mas também relaxe. A história dos inventores comprova que muitos deles tiveram suas grandes idéias em momentos de devaneios. Portanto, aproveite mais esses instantes. Confie que o insight vem quando menos esperar. Pode ser que chegue ao escovar os dentes, ao pentear os cabelos, ao andar de carro ou passeando na praça... Confie! Após um bom preparo, nada como relaxar e se entregar ao "acaso".
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