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Time campeão - União é suficiente para o sucesso de um time?

Se fosse assim, a seleção brasileira de futebol, nas olimpíadas de 1996, teria sido campeã. Quem não lembra como esse time entrava em campo? Todos enfileirados e de mãos dadas. Simbologia forte de união. Mas, se era um "time" unido, por que perderam? Para McKinsey, uma das maiores consultorias do mundo em gestão, um dos piores erros de liderança é imaginar que basta juntar uma meia dúzia de estrelas, para formar uma equipe campeã. O maior exemplo disso foi as enumeras seleções de craques que o futebol brasileiro montou, ao longo desses anos, mas que não nos deu o título em Copas do Mundo como as de 1982, 1986, 1998 e tantas outras.

Numa empresa, a formação do time é fundamental para os resultados que quer obter. É preciso ter clareza de qual perfil é mais adequado para a situação em que a empresa se encontra e para os resultados que quer alcançar. É importante definir as competências necessárias para cada cargo. A partir daí, um bom processo seletivo minimizará as possibilidades de erro, na escolha do melhor profissional. Esse é o momento de cruzar as competências necessárias ao cargo, com o perfil do candidato.

Montada a equipe, o próximo passo é discutir uma proposta de trabalho que seja desafiadora e inspiradora, ao ponto de mobilizar a equipe em direção ao alcance dos objetivos.

Deixe claro quais são os objetivos. De preferência, discuta-os com a equipe. Divida-os em metas específicas de menor porte. Isso facilita a conquista. Defina as regras do jogo, garanta que todos, independente do cargo que ocupam, possam contribuir com idéias. Apure os ouvidos. Enfim, união é importante sim, mas está longe de ser suficiente. Sem uma gestão clara e eficaz, o time pode sentir-se perdido e trilhar caminhos não desejados pela organização.

“Chegar no meio do caminho é não chegar a lugar nenhum.
Tom Peters

Tamanho não é documento

É preciso ter cuidado e atenção ao discurso de que o time não alcança as metas, porque não tem gente suficiente para realizar as tarefas. Há situações que isso é verdadeiro, nesses casos precisa investir na contratação de pessoas qualificadas, ou investir em treinamento para melhorar o desempenho da equipe atual. Porém, há muitas outras situações em que esse discurso não passa de um lamento para encobrir a indisposição ou incompetência de não saber se organizar, nem eleger prioridades. Lembre-se: equipes numerosas costumam ser mais bem intencionadas do que produtivas.

Ao fixar o número de membros da equipe, avalie bem a situação. Um quadro inchado torna-se mais lento, mais difícil de gerenciar e mais caro, inclusive para os que trabalham na empresa. A garantia do emprego é maior, onde os custos são menores. Uma equipe enxuta, em geral, é mais ágil. Tem mais chance de se bem sucedida, desde que os processos estejam bem descritos e os recursos, adequados. Sendo assim, tamanho não é documento.

Corinthians, o time dos sonhos (???)


A grave crise administrativa que o Corinthians enfrenta, vem afetando diretamente o desempenho do time. Gustavo Nery, um dos mais experientes atletas corintiano, disse ter detectado abatimento no elenco: "A gente fica chateado por ver o Corinthians passando isso. Hoje a gente só escuta falar do Corinthians sobre grampos, sobre essas coisas". Alberto Dualib, afastado do cargo de presidente do time, vem sendo acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, juntamente com integrantes de seu antigo parceiro, MSI.

Lavagem de dinheiro, escutas telefônicas, impeachment e tantos outros escândalos, caíram numa vala comum, seja nos gramados, na política, nas organizações. Acontecimentos que abalam não apenas a imagem do futebol brasileiro, mas a formação e desempenho de times campeões. O dream team brasileiro, a muito deixou de ser um sonho, para tornar-se um pesadelo.

Da mesma forma acontece nas empresas. Uma má gestão interfere diretamente na motivação, produtividade e resultado de uma equipe, onde quer que ela esteja. Às vezes, uma boa equipe é formada, mas será que funciona mesmo? Para ser um time campeão, não basta montar uma constelação, é preciso integrá-lo, treiná-lo, e, acima de tudo, gerenciá-lo. Para fazer gols, vencer a partida e o campeonato, a equipe precisa ter orgulho em vestir a camisa do time.

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