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Dúvidas dos leitores, na sala de bate papo...
Este espaço é seu. Emita sua opinião sobre a coluna ou envie suas dúvidas sobre os mais diversos temas da área corporativa.

1º CASO:

Desemprego

Estou há 6 meses desempregado. Isso chega a ser assustador, pelo fato de eu ser novo, ser uma pessoa graduada e ao mesmo tempo ter uma vasta experiência profissional.

Não sei se há alguma problema na formatação do meu currículo. Tenho interesse na área de publicidade. Enfim, gostaria que você pudesse me ajudar, dando uma olhadinha no meu currículo e poder me dizer seu veredicto!

• Antes de tudo, quero ressaltar a importância de sua preocupação em fazer um bom currículo, já que ele é seu cartão de visitas. Embora ele não seja o fator determinante para a conquista de um emprego, contribui muito, para sua escolha, na próxima etapa do processo seletivo. Portanto, além de fazer um bom currículo, é preciso ter muita clareza de seus objetivos, seus pontos fortes e fracos. Em seguida, investa no seu autodesenvolvimento e fortaleça sua rede de contatos. Tudo isso precisa estar voltado para seu objetivo. Por exemplo, se você quer a área de publicidade, invista em treinamentos, seminários e especializações nesse setor. Procure se aproximar e conviver com pessoas ligadas a área. Volte seus esforços para adquirir experiência no que quer de fato.

Quanto ao seu currículo, gostaria de sugerir que o cadastrasse nos sites de captação de talentos. Isso aumenta sua visibilidade. Ai vão algumas sugestões para a elaboração dele: seja objetivo, curto e direto. É preciso apresentar com clareza as atividades que fez, mas cuide para que o currículo não ultrapasse duas páginas. Descreva as empresas em que trabalhou, de forma sucinta, colocando o período que passou em cada uma delas. Comece pelo emprego mais recente. Mesmo sendo um de seus objetivos a área publicitária, o currículo deve ser o mais discreto possível. Nada de cores. Fonte arial ou times new roman, tamanho 10 ou 12. A foto é opcional, a não ser que a empresa exija. Atenção para evitar os erros de português. Peça para alguém revisar antes de enviá-lo. Padronize o formato, coloque data e carga horária de realização de todos os cursos.

Por fim, não precisa colocar endereço, nem número de seus documentos pessoais. Isso só será necessário se você for para fase final da seleção, daí a empresa lhe pedirá. Sugestão: coloque seus dados para contato, como telefones e e-mail, abaixo do seu nome, no centro do cabeçalho. Sugiro colocar no cabeçalho, assim aparecerá em todas as folhas. Espero ter ajudado e sucesso!!!! (acho que ajudamos mesmo, menos de um mês depois, o leitor escreve à coluna, agradecendo o apoio. Já está empregado).

Primeiro emprego

Em 2004 conclui meu curso de Comunicação. Enquanto era estudante, tinha ótimos estágios, onde pude aprender muitas coisas. O curso acabou, realizei meu sonho. Então veio a decepção. Parecia que os quatro anos que passei na universidade foram de ilusão. Não consigo emprego. Todos exigem experiência acima. de três anos.

Estou cursando MBA em Marketing, mas nem isso tem ajudado.

Como eu, recém-formada, terei experiência, se ninguém aceita as que tive nos estágios? Passei por lugares em que não era vista como estagiária e sim como funcionária. Minhas tarefas, responsabilidades e metas eram as mesmas. Por quê não sou valorizada? Só porque sou recém formada?

• Sem dúvida nenhuma a situação ideal é sair da faculdade empregada. Mas nem sempre isso é possível.
No seu caso, existem algumas questões a serem revistas. Primeiro: em seu currículo pode não estar clara sua experiência. Relacione suas principais atividades logo abaixo do nome das empresas que trabalhou. Assim, não há como deixar de considerar sua experiência. Às vezes citando apenas o cargo (estagiário), não fica claro o que você fez. Se conquistou resultados com seu trabalho, mencione. Quantifique sua experiência. Isso é importantíssimo.

Outra coisa que pode estar ocorrendo, é a maneira de você se posicionar no mercado. As empresas que tem procurado. Como tem chegado até elas. Explore sua rede de contatos. O MBA é um bom lugar para fazer isso. Mantenha o OLHO nas oportunidades. Tudo ao seu redor pode se transformar em oportunidade. Perceba-as e as explore. Planeje sua carreira. Estabeleça um objetivo, defina suas metas e trace um plano de como alcançá-los. Certamente bons contatos, um bom preparo, como o MBA, lhe ajudarão. Daí é correr atrás, com disciplina, determinação e autoconfiança. Não se deixe paralisar pelos "nãos" que recebe. Isso faz parte, ajudará na conquista do SIM. Acredite!

2º CASO:

COMPORTAMENTO

Na coluna da semana passada vi um quadro em que você mostrava o crescimento dos treinamentos comportamentais. Minha empresa é essencialmente técnica. Confesso que, com verba curta, tenho dificuldade de investir nesse tipo de treinamento. A sensação é de desperdício. Será mesmo que vale a pena? Gostaria até de fazê-los, eu mesmo, mas ainda não estou convencido da importância.

• Em tempos de competição acirrada, quem tem conhecimento diferenciado, literalmente, é rei. Esse tipo de know-how, em geral, não está explícito. Difere daquele absorvido nos livros ou nos bancos das universidades - esse é commodity. O que diferencia um profissional dos demais é exatamente o conhecimento tácito, produzido através da interação das pessoas com a realidade. A grande dificuldade, nesse caso, é percebê-lo e explorá-lo. Até porque costuma se manifestar através das atitudes do dia-a-dia. Aquelas que já fazem parte de sua rotina, como a capacidade de lidar com situações de extrema pressão; habilidade de influenciar pessoas; maneira de administrar conflitos. Aí está o diferencial. Por isso, a atenção em si mesmo, virou prática obrigatória. Mesmo sua empresa sendo essencialmente técnica, é preciso reconhecer que é feita de pessoas. E, portanto, passível de conflitos, dificuldades de comunicação, trabalho em equipe. Ou seja, situações atreladas ao comportamento, que podem prejudicar, ou auxiliar, a execução das tarefas (técnicas). Com a verba curta, procure avaliar a situação de sua empresa e direcione o investimento para a necessidade mais emergente. Vale ressaltar, que a questão não é substituir um treinamento pelo outro, mas compartilhá-los - técnico e comportamental. É por essas e outras que o investimento em treinamentos comportamentais vem crescendo tanto. Convencido agora? Espero que sim.

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