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Você tem coragem de liderar?
Se não tem, afaste-se.

Você costuma atrair talentos para sua empresa? Sabe como mantê-los? Enfrenta as adversidades, sem perder o controle? Líderes corajosos costumam responder "sim". Jamais fogem diante dos problemas, nem mesmo os encaram dessa forma. Problema para eles é sinônimo de aprendizado e oportunidade de crescimento. Agem de forma pouco convencional, o que os torna extremamente atraentes. Seguir o fluxo normal, qualquer um faz; transformar, quebrar regras, transgredir é o grande desafio. A coragem comanda as transformações. Para isso os líderes precisam de paixão e envolvimento em tudo que fazem.

Líderes corajosos ouvem, valorizam as boas idéias, mesmo quando vindas do "chão de fábrica". Jamais pensam que sabem tudo. Estão sempre dispostos a aprender. Sabem identificar e liderar talentos. Estimulam o que os outros têm de melhor. Dão autonomia a sua equipe. Entendem que erros são para ser corrigidos, não punidos. Encorajam. Ajudam a equipe a descobrir onde são diferentes. Como podem avançar e crescer. Esse tipo de líder não teme a rejeição, nem mesmo a solidão. É gente que não "joga na retranca". Entra em campo pra ganhar.

E você, já parou para pensar como anda sua liderança? Será que está fazendo a diferença ou apenas navegando no lugar comum? Para assumir o comando desse barco é preciso coragem. Caso contrário, entregue o timão antes que o barco fique a deriva.

RESULTADO DA ENQUETE

A coluna da semana passada fez uma enquete com seus leitores sobre feedback: seu gerente costuma reconhecer, quando você realiza um bom trabalho? Eis a resposta:

O resultado é preocupante. Mais da metade das pessoas respondeu que nunca ou raramente são reconhecidos por seus gerentes, quando fazem um bom trabalho.

A partir daí pode-se tirar algumas conclusões. Uma delas é que a prática do feedback é menos comum do que se imagina. Várias podem ser as razões: a inabilidade e despreparo de alguns gerentes, o receio de se expor ou mesmo a falta de credibilidade no processo. Se o time ou profissional desconhece o que se espera dele, como saber se está no caminho certo? Complicado dar foco em resultado, dessa forma.

Muitos gerentes ainda encaram o retorno do desempenho à equipe, como algo desnecessário ou o entendem de forma distorcida. Em suas dificuldades, alguns, por temor a rejeição ou mágoa, trabalham apenas o feedback positivo. Outros vão para o extremo oposto. Não sabem usar o feedback corretivo, quando o fazem, extrapolam em sua agressividade. Trazem para o nível pessoal, expondo o empregado de forma inadequada. Existem também os casos, como mostra a pesquisa, daqueles que não reconhecem um bom trabalho. Ouve-se com freqüência: "Não fez mais do que sua obrigação". É verdade que o bom desempenho cabe ao profissional, mas o reconhecimento ao líder, especialmente quando sua equipe tem pouca maturidade e está em fase de crescimento. Nesse caso, o reforço é imprescindível para sua alta performance.

Com tantas dificuldades, surge a distorção e pouca eficácia do feedback: quando é necessário corrigir o rumo, passa-se a "mão na cabeça" ou se agride desnecessariamente o outro; quando é necessário elogiar, a atitude passa desapercebida. Uma questão complexa, mas que exige atenção e empenho. Quando usado da forma correta torna-se um remédio; quando mal utilizado, um veneno. A diferença está apenas na dose.

Dizer o que pensa e estar preparado para ouvir é uma arte. Um exercício que exige preparo, coragem e disposição, mas que se aprendido, torna-se um aliado poderoso na gestão. O feedback bem dado, costuma trazer resultados surpreendentes no desenvolvimento do líder e sua equipe. Vale a pena experimentar!

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